Chat do Blog
terça-feira, 30 de agosto de 2011
De que forma a Revolução Industrial contribuiu para o avanço da química.
Revisões de História
1 – Consequências da revolução dos transportes
É com a Revolução Industrial que se dá um enorme passo em relação ao progresso da humanidade, com modificações nas estruturas da economia, da sociedade e da mentalidade, e isso traduz-se também numa evolução dos meios de transporte, mais concretamente numa Revolução dos Meios de Transporte e Comunicação.
O progresso dos meios de transporte e o aumento das vias de comunicação foram, sem dúvida, um factor de desenvolvimento da industrialização e do crescimento económico ao constituírem um enorme investimento que dinamizou o comércio e a economia mundial.
A navegação a vapor exige a organização de grandes sociedades capitalistas que se desenvolvem como companhias de navegação e investem de maneira a possuírem uma frota de barcos eficaz e serem capazes de a manter de maneira a gerar lucro. Exemplos destas companhias são a Peninsular and Oriental Company (Inglaterra) e a Compagnie Transatlantique (França).
Os caminhos-de-ferro também representam um papel importante no crescimento económico. O investimento nesta actividade é enorme pois os Estados sozinhos são insuficientes para construir um empreendimento a tão larga escala. Desta maneira em 1850 os capitais injectados na construção das linhas férreas provém de particulares, de grandes banqueiros ou da venda de acções e obrigações (CAPITALISMO FINANCEIRO). É importante referir o desenvolvimento de grandes empresas industriais que se baseiam em sociedades por acções de dimensões variadas contendo capital de variadas origens que representam um risco menor para os investidores e uma maior fonte de investimento rentável. Mas não é só a nível de investimento que afectam a economia: a agricultura encontra novos mercados e vende mais facilmente em zonas distanciadas; fomenta-se a exploração de ferro, carvão e madeira e impulsiona-se a siderurgia e a metalurgia; estimula-se a industrialização ao garantir o abastecimento de matérias-primas; expandem-se as trocas comerciais, reduzem-se as tarifas e os custos de transporte levando ao consumo de massas; criam-se os mercados nacionais que cessam o isolamento de regiões mais distantes; cria-se uma enorme mobilidade de pessoas, incrementa-se o turismo e surgem novas profissões como os ferroviários ou os carregadores. Ou seja o comércio internacional progride, favorece-se o domínio do mercado externo e existe uma evolução de ideias e mentalidades fazendo triunfar o capitalismo.
A nível dos meios de comunicação estes contribuíram para a criação de um mercado mundial, de que são exemplos a União Postal e o sistema métrico, que facilitaram as transacções internacionais, regulando preços, compras e vendas a nível económico.
2 – Descrever os grandes progressos técnicos da 2ª Revolução Industrial e justificar a ligação entre a ciência e a técnica – progressos cumulativos
Desde as duas últimas décadas do século XIX que o desenvolvimento da indústria passa a ser fomentado pelas descobertas da ciência pois os poderes públicos compreendem que o trabalho nos laboratórios proporciona melhorias na ordem económica e na saúde pública e daí que o encorajem. A segunda industrialização surge-nos como o resultado da estreita ligação da ciência e da técnica, do laboratório e da fábrica. A isto chamamos progressos cumulativos, uma série de inovações que permitem uma recuperação económica e abrem caminho para a posteridade.
Fontes de Energia
A fonte energética mais utilizada nos inícios do séc. XIX é sem dúvida o carvão. Mas, com as novas descobertas do petróleo e da electricidade, são estes que impulsionam a segunda revolução industrial. A descoberta do petróleo, produzido comercialmente pela primeira vez na Pensilvânia, permitiu a utilização dos óleos minerais seus derivados primeiro na iluminação, no aquecimento e em usos domésticos, e por fim como combustível. O petróleo e a gasolina tornam possível o aparecimento do motor de combustão interna – este esteve na origem do automóvel, de pequenos motores portáteis, de turbinas e de motores suficientemente leves mas potentes para o uso na aviação.
Quanto à electricidade, coube-lhe revolucionar a iluminação, os transportes e a indústria: possibilita a iluminação eléctrica de cidades e interiores; surge a primeira locomotiva eléctrica, o carro eléctrico e o metropolitano; na indústria a electricidade está na origem da criação de grandes empresas onde se torna possível o funcionamento nocturno assim como a reorganização das fases de trabalho assentes no automatismo; acrescente-se que invenções como o telefone, o telégrafo, a rádio e o próprio cinema não tinham existido se não fosse a electricidade.
Sectores industriais
Se a primeira revolução industrial se caracterizou pelo primado do algodão, a segunda foi sem dúvida a época do aço. A siderurgia torna-se a base da indústria pesada que, de futuro, definirá os padrões do desenvolvimento. A produção aumenta em flecha e o seu preço desce espectacularmente. O aço converte-se no material essencial da grande construção e da maquinaria. Com ele é possível projectar arrojadas obras de engenharia, para além de carris e armamento. A metalurgia do ferro esteve na origem de uma nova arquitectura que associava o metal ao vidro. A produção do ferro e do aço estimulou, por sua vez, a produção da hulha, facilitada pela melhoria dos processos e técnicas de extracção.
A indústria química, largamente apoiada pela pesquisa científica, faz grandes descobertas durante o último quartel do séc. XIX, como por exemplo a obtenção da soda e do enxofre. Este último é de grande importância na produção do papel, de explosivos e da borracha – que tem uma grande utilidade no ciclismo, no automobilismo, na produção de calçado e vestuário e na indústria eléctrica. O fabrico de fertilizantes foi outra conquista da indústria química e por fim este caracteriza-se pela utilização dos corantes sintéticos que transformaram a indústria têxtil, a produção de medicamento, perfumes e insecticidas.
3 – Identificar os factores condicionantes da modernização agrícola e as novas formas de exploração
Factores condicionantes da modernização agrícola:
Abolição da servidão (deixa de haver camponeses que pagam para trabalhar mas sim trabalhadores que trabalham para ganhar)
Emancipação da terra e dos trabalhadores
Investimento capitalista: Mecanização e Novas Culturas (batata, cereais, culturas que serviam para a indústria)
Existência de novos mercados criada pela Rev. dos Transportes (necessidade de escoamento dos produtos e mais certezas desses escoamento): Novos meios técnicos de conservação de alimentos (enlatados e conservação frigorífica); Expansão dos caminhos de ferro e outros meios de comunicação; Crescimento urbano.
Novas formas de exploração Agrícola
Agricultura intensiva (aumento da superfície cultivada)
Grande exploração com mecanização e adubagem (indústria química)
Alternância e especialização de culturas e selecção de espécies – união da agricultura com a ciência (quintas especializadas na experimentação de sementes
Capitalismo rural: sistema económico onde os meios de produção são propriedade privada de grandes exploradores que dominam uma pirâmide de rendeiros e trabalhadores, promovem inovações agrícolas e investem na indústria com os capitais saídos do solo.
Aumento da criação de gado ligado ao desenvolvimento de pastagens e apuramento de raças
Aumento da produção mundial de alimentos (EUA, Argentina, Austrália, Canadá – produção de cereais e criação de gado) Efeitos de arrastamento
4 – Justificar a intensificação do comércio internacional e demonstrar a sua existência – trocas multilaterais e efeitos de arrastamento
Factores condicionantes da intensificação do comércio internacional:
Avanços técnicos nos meios de transporte e comunicação
A crescente industrialização:
Importação de matéria-prima (carvão, borracha, petróleo, algodão, lã, etc.) - Aqui entram os mercados coloniais, muito importantes para os europeus, donde é exemplo a Conferência de Berlim donde sai o famoso mapa cor-de-rosa.
Importação de produtos alimentares (carne, produtos lácteos, cereais) – donde se destacam países como os EUA, a Austrália ou o Canadá que sofrem efeitos de arrastamento
Exportação de produtos industriais – entre os vários países industrializados criando uma complementaridade existente nas trocas multilaterais.
Só para se ter uma ideia, entre 1876 e 1913 o volume do comércio TRIPLICOU.
O desenvolvimento do comércio internacional levou a outros fenómenos que, também eles, ajudaram na aceleração:
A divisão internacional do trabalho (especialização em determinados produtos)
A exportação de capitais por parte dos países industrializados (na Europa principalmente).
Os efeitos de arrastamento, ou seja, o comércio internacional como motor de crescimento, como são exemplo os países exportadores de produtos alimentares.
Dinamização da actividade bancária e dos seguros. As bolsas de comércio e valores fixam os preços dos produtos e a capacidade financeira das empresas.
O multilateralismo das trocas:
• 40% dentro da Europa
• 21,5% para dentro da Europa
• 15,2% para fora da Europa
• 23,3% entre zonas fora da Europa
Os países que controlam a maior parte das trocas são obviamente os países desenvolvidos da Europ
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário